domingo, 7 de dezembro de 2025

A PARTICIPAÇÃO DOS REFORMADOS NA GREVE



 A PARTICIPAÇÃO DOS REFORMADOS NA GREVE


Aproxima-se a data em que em Portugal se irá realizar uma Greve Geral apoiada por 3 Centrais Sindicais e alguns sindicatos “independentes” contra um pacote laboral anunciado pelo Governo do 1º Ministro Montenegro.


A Direção do ex-Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (ex-SBSI), espinha vertebral da UGT (União Geral dos Trabalhadores) emitiu comunicados sobre o Pacote Laboral e sobre a Greve, mas, que eu saiba, nada mais fez.


Uma greve em que os dirigentes sindicais se não entrosem com os seus respectivos associados está condenada a não obter os melhores resultados.


No caso concreto do ex-SBSI (e se nada estiver a ser feito) seria não só desejável, como fundamental, que:


- Todos os membros do Conselho Geral fossem convocados;


- Que os membros dos Secretariados Regionais e os respectivos Delegados Sindicais (se os houver) se desloquem aos locais de trabalho e incentivem e expliquem aos trabalhadores a importância da greve;


- Que os membros dos Secretariados Regionais apelem aos associados reformados para se concentrarem em determinadas horas num determinado local, nomeadamente junto das sedes sindicais, deslocando-se posteriormente, em passeio, pelas agências dos bancos;


- Que os membros dos Secretariados de Empresa e os respectivos Delegados Sindicais (se os houver) se desloquem aos locais de trabalho e incentivem e expliquem aos trabalhadores a importância da greve;


- Os Corpos Gerentes do ex-SBSI devem nos dias que antecedem a greve deslocar-se às sedes dos Bancos e junto dos trabalhadores apelarem à greve;


- Que os membros do Secretariado de Reformados apelem aos associados reformados para se concentrarem em determinadas horas num determinado local, nomeadamente junto da sede do sindicato, deslocando-se posteriormente, em passeio, pelas agências dos bancos.


A PARTICIPAÇÃO DOS REFORMADOS BANCÁRIOS QUE NÃO OBSTANTE NÃO TEREM UMA IMPORTÂNCIA DECISIVA NOS RESULTADOS DA GREVE PODE SER UMA DEMONSTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE IMPORTANTE COM OS TRABALHADORES NO ACTIVO ATÉ PARA A REIVINDICAÇÃO DA TABELA (SALARIAL) ÚNICA PARA TRABALHADORES NO ACTIVO E NA SITUAÇÃO DE REFORMA.


Também os trabalhadores no activo não devem ficar em casa e, se possível (devido a eventuais dificuldades de transporte) devem ser convocados para junto das respectivas sedes sindicais regionais e nacional.


Se a Direção do ex-SBSI não desenvolver toda uma acção que conduza ao êxito da greve e se limitar a ter acções meramente burocráticas há que questionar se a luta que dizem querer não será apenas uma acção de cosmética ou, então, o corolário de uma incompetência que se manifesta ao longo dos anos.