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terça-feira, 1 de abril de 2025

QUE FORÇA É ESSA?

 

Imagem obtida no sitio de Tigre de Papel


QUE FORÇA É ESSA?

REVISTA SOBRE OS MUNDOS DO TRABALHO


Já está nas bancas, desde 26 de Março de 2025, o 1º número da Revista sobre os mundos do trabalho que pode ser adquirida ao preço de capa de 12,00 €


A Revista está

gratuita e integralmente disponível online

em formato PDF.


(ver AQUI)


Colaboram neste 1º número da Revista: Alain Supiot, Alexandre Abreu, António Monteiro, Fernandes Catarina, Gomes Santos, Daniel Borges, Fernando Rosas, Fátima Messias, Isabel Roque, Joana Bordalo e Sá, Joana Neto, José Soeiro, João Leal Amado e Teresa Coelho Moreira, João Reis, João Zenha Martins, Leïla Chaibi, Mafalda Araújo e Maria Manuel Rola, Manuel Carvalho da Silva, Manuel Freitas, Maria da Paz, Campos Lima, Maria Eduarda Pereira, Milena Rouxinol, Nuno Boavida, Nuno Dias, Nuno Teles, Ricardo Moreira, Rui Miranda, Soraia Duarte, Teresa Garcia, Ulisses Garrido. Vicente Ferreira. Viriato Rei.


Resumo (obtido através da IA)

O documento apresenta uma reflexão profunda sobre a relação entre trabalho, direitos laborais, e as transformações sociais e políticas contemporâneas. Aborda temas como a precarização do trabalho e a diferença entre "mundialização" e "globalização", além de explorar as implicações jurídicas e sociais de decisões judiciais relevantes sobre acidentes de trabalho e reparações. Também inclui comentários sobre a evolução da legislação trabalhista em Portugal, a luta dos sindicatos, a importância da negociação coletiva e a excelência artística de obras audiovisuais que capturam a condição trabalhadora.

Pontos Chave (obtido através da IA)

  • A distinção entre "mundialização" e "globalização" é fundamental para entender diferentes abordagens da cooperação internacional e sua relação com a justiça social.

  • O documento destaca a importância da diversidade cultural e os desafios que surgem na interseção entre direitos trabalhistas e o capitalismo contemporâneo.

  • Recentes decisões judiciais em Portugal, como as do Tribunal Constitucional, abordam a questão da inconstitucionalidade de normas que limitam a proteção dos trabalhadores.

  • O conceito de precariedade é discutido como uma característica central do trabalho contemporâneo, afetando tanto os setores tradicionais quanto os novos.

  • Organizadores do trabalho, como sindicatos, têm um papel crucial na defesa dos direitos dos trabalhadores frente às mudanças sociais e tecnológicas.

  • O impacto das legislações sobre o despedimento e a subcontratação é central para a discussão sobre o controle do trabalho e a proteção dos direitos dos trabalhadores.

  • O cinema e a literatura são apresentados como meios potentes para explorar e criticar a condição dos trabalhadores, fornecendo visões essenciais sobre a luta e as realidades enfrentadas.


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segunda-feira, 24 de março de 2025

AUTO-SABOTAGEM (Israel e Tarifas)


 

AUTO-SABOTAGEM

(A Exceção Mortal de Trump em Israel & Loucura das Tarifas )


Qual é a justificativa de Trump bombardear um dos países mais pobres do mundo?

Quais são os efeitos de usar tarifas como uma ferramenta de política externa?

Na segunda parte desta conversa, estou novamente com o franco Embaixador Chas Freeman, que, entre muitas outras posições, serviu como Embaixador dos EUA na Arábia Saudita e mais tarde se tornou Secretário Assistente de Defesa nos anos 1990. Ele também foi o principal intérprete de Richard Nixon durante sua visita à China em 1972, que levou à normalização das relações entre os EUA e a China.


sábado, 22 de março de 2025

PUTIN JÁ VENCEU A GUERRA ?

 


PUTIN JÁ VENCEU A GUERRA ?

(Por que Trump está disposto a dar tanto a Putin )

Por que Trump está sendo tão condescendente com a Rússia?

E por que Putin está tão ansioso para acabar com a guerra através de negociações de paz, ao contrário da percepção das pessoas de que ele quer conquistar a Ucrânia?

Para responder a essas perguntas e obter insights sobre as recentes negociações de paz entre Rússia e EUA, hoje estou conversando mais uma vez com o franco Embaixador Chas Freeman, que, entre muitas outras posições, serviu como Embaixador dos EUA na Arábia Saudita e mais tarde se tornou Secretário Assistente de Defesa nos anos 1990. Ele também foi o principal intérprete de Richard Nixon durante sua visita à China em 1972, que levou à normalização das relações EUA-China.



sexta-feira, 21 de março de 2025

MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE

 


MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE


O que seria da nossa visão da Europa e do mundo se não tivéssemos acesso através do mundo digital a temas que nos grandes meios de comunicação não passam?


 



“Como nos sistemas totalitários, formou-se no Ocidente uma cultura de massa vigilante para com a dissidência. Na imprensa ocidental, vozes desafinadas, jornalistas e colaboradores, mesmo académicos prestigiados, foram afastados. Nas universidades, fez-se caça às bruxas. Carreiras profissionais foram interrompidas. O objetivo de quem domina e manipula consiste em manter o controlo da narrativa binária: “ou és amigo, ou és inimigo”. Para isso, seria preciso esconder os factos, se não fosse possível destruí-los.”


EUA: ENTRE MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE HOMÉRICA

por Viriato Soromenho-Marques


Uma das mais dolorosas aprendizagens durante estes mais de três anos de guerra na Ucrânia tem sido a de confrontar-me com o trágico declínio da honorabilidade académica e do brio intelectual, tanto nas instituições universitárias como nos meios de comunicação social.

É com tristeza que tenho acompanhado o modo como professores, investigadores e jornalistas têm violado o imperativo de “imparcialidade homérica”, expressão cunhada por Hannah Arendt para definir uma virtude específica da tradição espiritual do Ocidente: a capacidade de analisar com objetividade a realidade, a natureza das situações, e os motivos dos agentes coletivos e individuais, mesmo no quadro de conflitos violentos.

O exemplo indicado por Arendt foi o do modo como Homero, na Ilíada, tratou as principais personalidades envolvidas nesse grande drama épico, escrito na aurora da literatura europeia: o príncipe troiano, Heitor, e o herói grego, Aquiles. O imortal autor grego não menorizou nem diabolizou Heitor, nem idolatrou Aquiles. Pelo contrário, procurou reconhecer neles as qualidades humanas e os motivos que dirigiam a sua conduta. Isso significa estar atento aos dados reais, aos factos elementares, fazendo abstração dos preconceitos.

Na guerra da Ucrânia nada disso aconteceu. A invasão militar russa, libertou no Ocidente um tsunami propagandístico que há muito esperava que ela acontecesse. Slogans correram a imprensa de todo o mundo, nomeadamente, a frase “invasão não provocada”. Riscar a história, significa colocar a invasão num plano estritamente jurídico e moral.

Se uma agressão não tem causas, isso significa que se tratou do ato de um agente malévolo. Ao aceitarem a tese de uma invasão fora da esfera objetiva e material da causalidade, muitos cientistas sociais juntaram-se ao registo ululante e propagandista de uma nova vaga de russofobia, que há muito estava a ser preparada. Já em 2014, Kissinger acusava a crescente diabolização de Putin nos meios de comunicação social americanos como sendo o pior exemplo da ausência de uma política realista dos EUA perante a Rússia. Na verdade, a russofobia, velha presença na cultura ocidental, foi intensificada nos últimos quinze anos. Disso são prova os filmes e séries, onde os russos são sempre tratados como criminosos.


HENRY KISSINGER, CONFERÊNCIA DE SEGURANÇA DE MUNIQUE, 2014

Perante a guerra, esta ou qualquer outra, o que se espera de um intelectual é o exercício da sua capacidade analítica, antecipada pela procura dos dados empíricos que são as fontes primárias que alimentam o pensamento crítico.

Nada disso sucedeu. Como nos sistemas totalitários, formou-se no Ocidente uma cultura de massa vigilante para com a dissidência. Na imprensa ocidental, vozes desafinadas, jornalistas e colaboradores, mesmo académicos prestigiados, foram afastados. Nas universidades, fez-se caça às bruxas. Carreiras profissionais foram interrompidas. O objetivo de quem domina e manipula consiste em manter o controlo da narrativa binária: “ou és amigo, ou és inimigo”. Para isso, seria preciso esconder os factos, se não fosse possível destruí-los.

Agora, quando a guerra se encontra num momento tão sangrento como decisivo, a necessidade de mergulhar nas fontes, de conhecer os acontecimentos, de ler os documentos, é mais necessária do que nunca. Nesse sentido, os norte-americanos sempre se portaram melhor do que os europeus. Enfrentaram com mais coragem os obstáculos, também imbuídos pelo imperativo ético de denunciarem os abusos praticados pelo seu país para ocultar as suas próprias responsabilidades.

São três documentos de autores norte-americanos, aquilo que gostaria de propor ao leitor. Estes três contributos são de uma riqueza extraordinária, e são acessíveis a todos os que a eles queiram aceder. Indispensáveis para a formulação de um juízo esclarecido e livre.


JEFFREY SACHS

PRIMEIRO. Conferência de Jeffrey Sachs no Parlamento Europeu. No dia 21 de fevereiro, por convite do deputado alemão, conde Michael von der Schulenburg (da Aliança Sahra Wagenknecht), um dos mais famosos e influentes economistas mundiais veio falar ao Parlamento Europeu, até hoje uma das mais belicistas instituições da UE. Durante mais de hora e meia, Jeffrey Sachs falou com conhecimento de causa, profunda sabedoria e notável eloquência sobre a sua experiência vivida junto de responsáveis políticos dos EUA e da Rússia, além de outros países do leste europeu, durante os mais de 30 anos que precederam a guerra. Testemunhou com veemência o efeito devastador de uma política externa dos EUA, onde o excesso de vontade de poder contrastava com a falta de competente prudência (1).

SEGUNDO. Uma Cronologia da Guerra da Ucrânia. Dois escritores e jornalistas independentes americanos – Matt Taibbi e Greg Collard – produziram um documento que é um tesouro documental para historiadores profissionais e amadores. Inseridas nessa cronologia, encontram-se 114 documentos – ofícios desclassificados, filmes, gravações áudio, cópias de declarações oficiais, etc. -, desde a célebre reunião de 9 de fevereiro de 1990 (quando os EUA prometeram à URSS de Gorbachev que a NATO não se estenderia para Leste…) até à atualidade. Descarregando estes materiais, o leitor poderá construir o seu próprio arquivo sobre o sombrio rasto deixado pelas reais causas deste conflito (2).

TERCEIRO. As responsabilidades do Ocidente. O terceiro e último documento é um ensaio breve, mas muito esclarecedor, de um investigador independente, Benjamin Abelow. Escrito no início do conflito, este ensaio recolhe uma pertinente informação sobre os numerosos esforços de diplomatas, políticos e académicos norte-americanos que tentaram evitar o alargamento da NATO e a degradação crescente das relações russo-americanas que tal implicaria. Muito bem assente nos dados empíricos, o ensaio partilha com os leitores o pensamento de autores de grande relevância, entre os quais sobressaem os seguintes: John Mearsheimer, Stephen F. Cohen, Richard Sakwa, Gilbert Doctorow, George F. Kennan, Chas Freeman, Douglas Macgregor, e Brennan Deveraux (3).

Trata-se de uma oportunidade única de alargar horizontes. Sobretudo, o leitor pode encontrar aqui instrumentos que o imunizam contra a poderosa máquina de desinformação e manipulação, que considera a liberdade do espírito crítico como o seu principal inimigo.


REFERÊNCIAS

Jeffrey Sachs (21 02 2025) Brings Real Politics to the EU Parliament (1h 38’). https://www.youtube.com/watch?v=_RNE3X41IvM


Matt Taibbi & Greg Collard (07 03 2025), Timeline: The War in Ukraine.

https://www.racket.news/p/timeline-the-war-in-ukraine…


Benjamin Abelow, How the West Brought War to Ukraine. Understanding how U.S. and NATO Policies led to Crisis, War, and the risk of Nuclear Catastrophe, Great Barrington, Siland Press, 2022. https://progressivehub.net/.../How-the-West-Brought-War...


FONTE: Ver AQUI onde também pode encontrar outros tipos de informação que podem contribuir para alargar a sua (nossa) visão da Europa e do Mundo.



quarta-feira, 19 de março de 2025

Vladimir Putin e Donald Trump - CONVERSAS


 

A CONVERSA TELEFÓNICA

entre

Vladimir Putin e Donald Trump



(Ver o vídeo em baixo)



Em 18 de março, Vladimir Putin e Donald Trump realizaram uma segunda conversa telefônica na qual discutiram a proposta de cessar-fogo dos EUA. Embora líderes europeus tenham tentado fazer parecer que este era um momento de "pegar ou largar" para a Rússia, agora entendemos que os EUA foram muito realistas sobre esta oferta inicial. Foi apenas o início de um processo e agora as duas equipes em Washington e Moscou estão trabalhando em direção a um processo realista que não apenas encerrará a guerra na Ucrânia, mas também levará à normalização das relações entre os EUA e a Rússia.



Um aspecto surpreendente do comunicado é que o Oriente Médio ocupa mais espaço do que eu esperava e que os americanos aparentemente estão buscando a ajuda da Rússia em sua abordagem em relação ao Irã. No entanto, olhando para a redação dos dois documentos, parece que ambos os lados estão claros sobre a necessidade de compartimentar as negociações e não conectar diferentes teatros, mas separar as questões para chegar a um entendimento sobre os vários assuntos bilaterais separadamente. Boa diplomacia finalmente acontecendo novamente.



SÍNTESE DO VÍDEO

A conversa entre Putin e Trump abordou um cessar-fogo na Ucrânia, com os EUA liderando negociações em nome da Ucrânia. Os russos expressaram disposição para um acordo, mas destacaram a necessidade de controle militar e cessação de ajuda à Ucrânia. Ambos os lados reconhecem a importância de um processo diplomático gradual.



TRÊS PERGUNTAS CRUCIAIS

QUAL É O PAPEL DOS ESTADOS UNIDOS NAS NEGOCIAÇÕES DE PAZ?

Os Estados Unidos estão liderando as negociações de paz em nome da Ucrânia, buscando um cessar-fogo e um acordo bilateral com a Rússia. Forças-tarefa de especialistas russos e americanos estão sendo formadas para negociar diferentes aspectos do cessar-fogo, com o objetivo de compartimentalizar a agenda e avançar em diferentes áreas simultaneamente. Além disso, os EUA estão buscando a cooperação da Rússia em outras questões internacionais, como a não proliferação nuclear e a estabilização no Oriente Médio, em troca de uma normalização das relações bilaterais e acordos económicos.



COMO A RÚSSIA VÊ A SITUAÇÃO NA UCRÂNIA?

A Rússia vê a situação na Ucrânia como parte de um processo maior de reaproximação e normalização das relações com os Estados Unidos. Dentro desse processo, a Ucrânia é uma das questões, mas há outras, como a situação no Oriente Médio e a não proliferação nuclear. A Rússia está disposta a ceder às exigências dos EUA e mostrar boa vontade, como na troca de prisioneiros de guerra. Além disso, a Rússia tem interesse em garantir que o Irã esteja seguro e não se torne a próxima vítima de Israel, mas também tem um interesse estratégico em garantir que o Irã não obtenha uma bomba nuclear.



Quais são os desafios para um cessar-fogo duradouro?

Os desafios para um cessar-fogo duradouro incluem a necessidade de um processo diplomático minucioso, a possibilidade de sabotadores (como o governo ucraniano ou nacionalistas de extrema-direita) que podem derrubar qualquer acordo, e a potencial ação de europeus que tentem impor uma força de paz contra a vontade da Rússia e dos EUA. Além disso, a desconfiança mútua e os objetivos estratégicos divergentes entre as partes envolvidas podem dificultar a manutenção de um cessar-fogo a longo prazo.



DESTAQUES DO VÍDEO

00:08

As comunicações entre Vladimir Putin e Donald Trump refletem a busca por um cessar-fogo na Ucrânia, destacando a importância da negociação entre as partes. Ambas as nações demonstram interesse em um processo de paz, mas enfrentam desafios significativos.


06:08

O presidente da Rússia demonstrou abertura para colaborar com os EUA em busca de um cessar-fogo duradouro, considerando as necessidades de segurança da Rússia e as causas da crise. Essa disposição reflete a possível interpretação russa de que os EUA buscam um objetivo comum na resolução do conflito.


12:11

O cessar-fogo de 30 dias proposto por Donald Trump é uma vitória significativa que pode facilitar a paz entre Rússia e Ucrânia. Essa medida representa um passo inicial para limitar as hostilidades militares.


18:39

As negociações entre a Rússia e os Estados Unidos estão se concentrando em compartimentar diferentes questões, como Direitos Humanos e controle de armas. Essa estratégia visa avançar em vários tópicos simultaneamente, mesmo que haja divergências.


24:19

As relações internacionais entre os Estados Unidos e a Rússia estão buscando normalização por meio de diálogos diplomáticos e eventos esportivos. A ideia é estabilizar o ambiente mundial e criar laços entre as sociedades.


30:24

Os Estados Unidos e a Rússia buscam um entendimento sobre a situação no Oriente Médio e a prevenção da proliferação de armas. A estabilidade na região é crucial para ambos os países.






domingo, 9 de março de 2025

Que Força É Essa?

 


Que Força É Essa? 

(CONVITE DA  PRAXIS – Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo)


"Caros/as amigos/as


Vimos por este meio convidar-vos a participar na sessão de lançamento do novo projeto editorial Que Força É Essa? – Revista sobre os mundos do trabalho.


Em anexo podem encontrar as primeiras páginas, onde explicamos ao que vimos, onde podem conhecer a composição dos órgãos da revista e o índice do primeiro número, que será apresentado no próximo dia 19 de março às 21h, numa sessão online.


Teríamos muito gosto em contar com a vossa presença e apelamos a que divulguem por quem entenderem que pode estar interessado.


Sessão online (webinar) de apresentação da nova revista


Que Força É Essa?  – Revista sobre os mundos do trabalho!


19 Março, quarta-feira, 21 horas


com os membros da Direção da revista


Henrique Sousa

Joana Neto

José Soeiro

Maria da Paz Campos Lima

 

A participação é livre, mediante inscrição prévia aqui 

 

Ao que vimos


Que Força É Essa? – Revista sobre os mundos do trabalho é uma publicação sobre os mundos do trabalho em sentido amplo, incluindo relações de trabalho, regulação sociojurídica, doutrina e jurisprudência, movimentos laborais, sindicalismo, ação de organizações representativas de trabalhadores, recomposição da classe trabalhadora, políticas públicas de emprego e de segurança social.


O campo em que a publicação se coloca é a de um pensamento emancipatório,  “antropologicamente amigo do trabalho”, comprometido com a democracia e a justiça laborais. O seu pressuposto é que a exploração, intensificação e segmentação do trabalho é estruturante nas sociedades capitalistas em que vivemos. A sua urgência é ser lugar de reflexão e debate sobre as transformações em curso nos modos de produzir, de organizar e de gerir o trabalho, bem como sobre alternativas sociais e políticas. O seu objetivo é ser um instrumento crítico da ordem das coisas, um recurso plural e não sectário, com diversidade de sensibilidades e opiniões, aberto à polémica e ao debate, que amplie os possíveis da democracia laboral.


Neste número:


50 anos do 25 de abril :: Salários ontem e hoje :: Plataformas digitais :: Notícias de jurisprudência laboral :: As alterações legislativas ao regime de caducidade e arbitragem :: Abcdário Crítico – Exploração e Outsourcing :: Entrevista com Alain Supiot:: Recensões :: Música, Cinema, Fotografia.


Com contributos de: 


Alain Supiot :: Alexandre Abreu :: António Monteiro Fernandes :: Catarina Gomes Santos :: Daniel Borges :: Fátima Messias :: Fernando Rosas :: Isabel Roque :: Joana Bordalo e Sá  :: Joana Neto :: João Leal Amado :: João Reis :: João Zenha Martins :: José Soeiro  :: Leila Chaibi:  Mafalda Araújo :: Maria Manuel Rola :: Manuel Carvalho da Silva :: Manuel Freitas :: Maria da Paz Campos Lima  :: Maria Eduarda Pereira :: Milena Rouxinol :: Nuno Boavida :: Nuno Teles :: Ricardo Moreira  :: Rui Miranda  :: Soraia Duarte :: Teresa Coelho Moreira :: Teresa Garcia :: Ulisses Garrido :: Vicente Ferreira :: Viriato Reis"


OBERVE AQUI AS PRIMEIRAS PÁGINAS DA REVISTA


FONTE: PRAXIS– Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo


quinta-feira, 6 de março de 2025

TEORIA DO CAVALO MORTO

 


TEORIA DO CAVALO MORTO


A “Teoria do Cavalo Morto” é uma metáfora satírica que reflete como algumas pessoas, instituições ou nações enfrentam problemas evidentes que são impossíveis de resolver, mas em vez de aceitar a realidade, se agarram a justificá-los.

A ideia central é clara: se você descobrir que está montando um cavalo morto, o mais sensato é descer e deixá-lo.

No entanto, na prática, muitas vezes acontece o contrário. Em vez de abandonar o cavalo morto, medidas como:

• Comprar uma nova sela para o cavalo.

• Melhorar a alimentação do cavalo, apesar de ele estar morto.

• Mudar o cavaleiro em vez de abordar o problema real.

• Despedir o gerente dos cavalos e contratar alguém novo, esperando um resultado diferente.

• Organizar reuniões para discutir como aumentar a velocidade do cavalo morto.

• Criar comitês ou equipes de trabalho para analisar o problema do cavalo morto de todos os ângulos. Estes comitês trabalham durante meses, levantam relatórios e finalmente concluem o óbvio: o cavalo está morto.

• Justificar os esforços comparando o cavalo com outros cavalos mortos semelhantes, concluindo que o problema foi falta de treino.

• Propor cursos de treinamento para o cavalo, o que significa aumentar o orçamento.

• Redefinir o conceito de "morto" para se convencer de que o cavalo ainda tem possibilidades.


Lição: muitas pessoas e organizações preferem negar a realidade e desperdiçar tempo, recursos e esforços com soluções inúteis, em vez de aceitar o problema desde o início e tomar decisões mais inteligentes e eficazes.


(Autor: Desconhecido – pelo menos por mim)


NOTA: A expressão é baseada numa antiga lenda dos índios Dakota, que supostamente diziam: “quando você descobrir que está cavalgando em um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar”

Informação suplementar pode ser acedida AQUI


quarta-feira, 5 de março de 2025

UCRÂNIA EM CHAMAS


 

UCRÂNIA EM CHAMAS


A PROCURA DE DOCUMENTOS QUE DEEM A CONHECER A “HISTÓRIA DA UCRÂNIA” PODE SER UM CONTRIBUTO PARA UMA MELHOR COMPREENSÃO DO ACTUAL CONFLITO ENTRE A FEDERAÇÃO RUSSA E OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EM QUE O POVO DA UCRÂNIA É VITIMA.


SOBRE O VÍDEO

Vídeo com restrições de idade (com base nas Regras da Comunidade)

“Ucrânia. Do outro lado da fronteira oriental fica a Rússia e a oeste a Europa. Durante séculos, a região esteve no centro de um braço de ferro entre potências que procuravam controlar as suas terras ricas e o acesso ao Mar Negro. O Massacre de Maidan, em 2014, desencadeou uma revolta sangrenta que derrubou o presidente Viktor Yanukovych e pintou a Rússia como perpetradora pelos media ocidentais. Mas foi mesmo? "Ucrânia em Chamas", de Igor Lopatonok, oferece uma perspetiva histórica para as profundas divisões na região que levaram à Revolução Laranja de 2004, às revoltas de 2014 e ao derrube violento de Yanukovych, eleito democraticamente. Coberto pelos media ocidentais como uma revolução popular, foi na verdade um golpe de Estado planeado e encenado por grupos nacionalistas e pelo Departamento de Estado dos EUA. O jornalista de investigação Robert Parry revela como as ONG políticas e as empresas de comunicação social financiadas pelos EUA surgiram desde os anos 80, substituindo a CIA na promoção da agenda geopolítica dos EUA no estrangeiro."


NOTAS IMPORTANTES


1 - O vídeo só pode ser visionado no Youtube, pelo que se clicar no mesmo será redirecionado;


2 – Após iniciar o visionamento se aceder ao símbolo “Legendas” que se encontra no canto inferior direito pode obter a legendagem em português;


3 – A legendagem em português é traduzida do inglês, pelo que as intrevistas feitas noutra língua são traduzidas apenas para inglês;


4 – Obtém uma melhor visualização se aceder ao símbolo “Ecrã Inteiro” que se encontra no canto inferior direito;


5 – O documentário tem uma duração de 1 hora e 33 minutos.




quinta-feira, 30 de novembro de 2023

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

Imagem obtida no espaço de “O Leme”


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA


“Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais profundo o nosso conhecimento, mais específico, consistente e articulado será o nosso conhecimento do que ignoramos - o conhecimento da nossa ignorância. Essa, com efeito, é a principal fonte da nossa ignorância: o facto de que o nosso conhecimento só pode ser finito, mas a nossa ignorância deve necessariamente ser infinita. (...) Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância.”

(Karl Popper)


Nas redes sociais escreve-se muito sobre Direitos, Liberdades e Garantias, mas poucos são os que sobre o tema estão devidamente conhecedores do que na Constituição da República Portuguesa consta.

E, especificamente sobre os Direitos, Liberdades e Garantias dos Trabalhadores, nomeadamente no que se refere à Segurança no Emprego, às Comissões de Trabalhadores, à Liberdade Sindical, aos Direitos das Associações Sindicais e à Contratação Colectiva e, até ao Direito à Greve e à Proibição do lock-out, o que sabem?

Mas, também, o conhecimento do que a Lei Fundamental consigna sobre Direitos e Deveres Económicos, Sociais e Culturais não é despiciente saber. É que neste âmbito estão aprovadas matérias tão importantes como a Segurança Social, a Saúde, a Educação e a Habitação. Ou seja, tudo questões que estão na ordem do dia e sobre as quais muitas vezes opinamos sem conhecermos o que a Lei dispõe.

Descarregue AQUI a Constituição da República Portuguesa