segunda-feira, 31 de março de 2025

História do mundo do trabalho - 2º episódio de 5


 

De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho


O documentário "De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho" da RTP aborda a evolução do trabalho ao longo da história, desde as sociedades agrárias até à era digital, examinando como as mudanças tecnológicas e sociais moldaram as relações laborais. Explora a exploração e as lutas dos trabalhadores por melhores condições, o surgimento dos sindicatos e o impacto da globalização e da automatização no emprego. O programa questiona o futuro do trabalho face à crescente desigualdade e à necessidade de um modelo mais justo e sustentável.


(2º episódio de 5)

Não mais deveres sem direitos


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domingo, 30 de março de 2025

História do Mundo do Trabalho - 1º episódio de 5


 

De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho


O documentário "De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho" da RTP aborda a evolução do trabalho ao longo da história, desde as sociedades agrárias até à era digital, examinando como as mudanças tecnológicas e sociais moldaram as relações laborais. Explora a exploração e as lutas dos trabalhadores por melhores condições, o surgimento dos sindicatos e o impacto da globalização e da automatização no emprego. O programa questiona o futuro do trabalho face à crescente desigualdade e à necessidade de um modelo mais justo e sustentável.


(1º episódio de 5)

Diz-me como trabalhas, dir-te-ei quem és


PARA VER O VÍDEO CLIQUE

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quinta-feira, 27 de março de 2025

REFORMADOS BANCÁRIOS EM LUTA


 

REFORMADOS BANCÁRIOS EM LUTA


Um pouco mais de uma centena de bancários reformados por iniciativa do Movimento de Unidade, Democracia e Acção Reivindicativa (MUDAR), reuniram-se ontem, dia 27 de Março, em Lisboa, para analisar a situação no sector bancário, especificamente no que respeita aos bancários reformados.

A discussão esteve centralizada, essencialmente, na reivindicação de uma “Tabela Única para Activos e Reformados”.

A história conta-se em meia dúzia de palavras:

Até ao ano de 1990 os trabalhadores bancários quando se reformavam recebiam uma pensão de reforma equivalente ao vencimento liquido de quando estavam no activo. A partir dessa data e com o argumento dos impostos serem maiores para os trabalhadores bancários no activo que para os reformados (o que era verdade e tinha como consequência que os reformados ficavam a auferir rendimentos superiores aos trabalhadores no activo) foi acordado entre os banqueiros e os sindicatos dos bancários duas tabelas diferentes: uma para os trabalhadores bancários no activo e outra para os reformados. Este acordo salvaguardava, contudo, a hipótese de reversão caso se alterasse a situação.

De notar que os trabalhadores bancários (no activo e reformados, com um elevado sentido de justiça), considerando as circunstâncias à época e quiçá um tanto ingenuamente (?), deram o seu acordo. Todos? Seguramente que nem todos e aqui há que recordar um sindicalista de então (o Lopes de Silva) que em todas as reuniões ao longo da sua vida se opunha e contestava a decisão.

Constata-se que no presente, com a alteração da fiscalidade, os bancários reformados recebem cerca de menos 15% na reforma do que receberiam se estivessem no activo e se não tivesse sido acordada duas tabelas como acima é referido e com a salvaguarda prevista.

O quadro abaixo permite uma maior clarificação do que está em causa:



Face esta situação os reformados bancários, que já são 70% dos sócios dos sindicatos dos bancários e perante a inércia dos dirigentes sindicais para defender a maioria dos sócios deliberaram, por unanimidade.

MANIFESTAR O SEU DESCONTENTAMENTO

Brevemente será convocada, em data e hora a divulgar, uma manifestação junto da sede da Associação Portuguesa de Bancos como uma primeira fase de uma luta que se prevê ser difícil e, talvez por isso, que irá ter continuidade com outras iniciativas.

A reunião que durou mais que 3 horas terminou com uma sensação de tristeza dos bancários reformados pela falta de iniciativa dos dirigentes sindicais, a revolta perante a banca que com milhares de milhões de euros de lucro, não se disporem a repor a Tabela Única em que despenderiam menos de 1,5% dos lucros que tiveram neste último ano, mas com uma grande força de vontade para lutar pelos seus (deles bancários reformados) direitos e pelos dos futuros reformados que são os bancários ainda no activo.


MUDAR? O que é? Saiba  AQUI


segunda-feira, 24 de março de 2025

AUTO-SABOTAGEM (Israel e Tarifas)


 

AUTO-SABOTAGEM

(A Exceção Mortal de Trump em Israel & Loucura das Tarifas )


Qual é a justificativa de Trump bombardear um dos países mais pobres do mundo?

Quais são os efeitos de usar tarifas como uma ferramenta de política externa?

Na segunda parte desta conversa, estou novamente com o franco Embaixador Chas Freeman, que, entre muitas outras posições, serviu como Embaixador dos EUA na Arábia Saudita e mais tarde se tornou Secretário Assistente de Defesa nos anos 1990. Ele também foi o principal intérprete de Richard Nixon durante sua visita à China em 1972, que levou à normalização das relações entre os EUA e a China.


sábado, 22 de março de 2025

PUTIN JÁ VENCEU A GUERRA ?

 


PUTIN JÁ VENCEU A GUERRA ?

(Por que Trump está disposto a dar tanto a Putin )

Por que Trump está sendo tão condescendente com a Rússia?

E por que Putin está tão ansioso para acabar com a guerra através de negociações de paz, ao contrário da percepção das pessoas de que ele quer conquistar a Ucrânia?

Para responder a essas perguntas e obter insights sobre as recentes negociações de paz entre Rússia e EUA, hoje estou conversando mais uma vez com o franco Embaixador Chas Freeman, que, entre muitas outras posições, serviu como Embaixador dos EUA na Arábia Saudita e mais tarde se tornou Secretário Assistente de Defesa nos anos 1990. Ele também foi o principal intérprete de Richard Nixon durante sua visita à China em 1972, que levou à normalização das relações EUA-China.



sexta-feira, 21 de março de 2025

SILÊNCIO INDIGNO

 


SILÊNCIO INDIGNO


A importância de Daniel Cabrita no Movimento Sindical Português é hoje realçada num artigo da autoria de José Pedro Castanheira publicado na Revista do semanário “Expresso” ao longo de 6 páginas.


Não havia, no entanto, necessidade de realçar “os acontecimentos” (que muitos de nós já conheciam) que tiveram lugar no decorrer do interrogatório e da tortura a que Daniel Cabrita foi sujeito e que motivou as reações do Partido Comunista Português, já após a libertação de Daniel Cabrita, já após o 25 de Abril e já no decorrer do velório sobre o qual o jornalista José Pedro Castanheira escreve;


(…) Ao lado da urna foram colocadas duas bandeiras: a da CGTP e a do PCP. A central sindical compareceu em peso ao último adeus. A começar pelo atual secretário-geral, Tiago Oliveira, mas também os anteriores, Isabel Camarinha e Arménio Carlos, enquanto Carvalho da Silva, um velho e querido amigo, ficou retido em casa por graves razões de saúde


Já do PCP não esteve nem o actual nem nenhum dos anteriores secretários-gerais, assim como nenhum deputado. A morte deste seu histórico militante foi assinalada não pelo Comité Central mas por uma nota da organização concelhia do Barreiro.(…)”

(sublinhados da minha autoria)


Esta forma de escrever sobre Daniel Cabrita faz com que a centralidade do tema se canalize para as atitudes do PCP, quando se deveriam centrar na importância dos contributos de Daniel Cabrita para o início do fim do sindicalismo corporativo, para a constituição do que veio a ser a CGTP-IN e para, em última análise, a defesa dos interesses, das garantias e dos direitos dos trabalhadores e, nomeadamente, dos trabalhadores bancários.


Contudo, esta abordagem na Revista do “Expresso” da “história” de Daniel Cabrita, considerando que é um semanário de âmbito e reputação nacional, revela bem a importância deste “nosso” sindicalista que foi Presidente da Direção do ex-SBSI e faz-nos, a nós bancários, perguntar:


A QUE SE DEVE O SILÊNCIO DA DIREÇÃO DO ex-SBSI?


MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE

 


MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE


O que seria da nossa visão da Europa e do mundo se não tivéssemos acesso através do mundo digital a temas que nos grandes meios de comunicação não passam?


 



Como nos sistemas totalitários, formou-se no Ocidente uma cultura de massa vigilante para com a dissidência. Na imprensa ocidental, vozes desafinadas, jornalistas e colaboradores, mesmo académicos prestigiados, foram afastados. Nas universidades, fez-se caça às bruxas. Carreiras profissionais foram interrompidas. O objetivo de quem domina e manipula consiste em manter o controlo da narrativa binária: “ou és amigo, ou és inimigo”. Para isso, seria preciso esconder os factos, se não fosse possível destruí-los.


EUA: ENTRE MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE HOMÉRICA

por Viriato Soromenho-Marques


Uma das mais dolorosas aprendizagens durante estes mais de três anos de guerra na Ucrânia tem sido a de confrontar-me com o trágico declínio da honorabilidade académica e do brio intelectual, tanto nas instituições universitárias como nos meios de comunicação social.

É com tristeza que tenho acompanhado o modo como professores, investigadores e jornalistas têm violado o imperativo de “imparcialidade homérica”, expressão cunhada por Hannah Arendt para definir uma virtude específica da tradição espiritual do Ocidente: a capacidade de analisar com objetividade a realidade, a natureza das situações, e os motivos dos agentes coletivos e individuais, mesmo no quadro de conflitos violentos.

O exemplo indicado por Arendt foi o do modo como Homero, na Ilíada, tratou as principais personalidades envolvidas nesse grande drama épico, escrito na aurora da literatura europeia: o príncipe troiano, Heitor, e o herói grego, Aquiles. O imortal autor grego não menorizou nem diabolizou Heitor, nem idolatrou Aquiles. Pelo contrário, procurou reconhecer neles as qualidades humanas e os motivos que dirigiam a sua conduta. Isso significa estar atento aos dados reais, aos factos elementares, fazendo abstração dos preconceitos.

Na guerra da Ucrânia nada disso aconteceu. A invasão militar russa, libertou no Ocidente um tsunami propagandístico que há muito esperava que ela acontecesse. Slogans correram a imprensa de todo o mundo, nomeadamente, a frase “invasão não provocada”. Riscar a história, significa colocar a invasão num plano estritamente jurídico e moral.

Se uma agressão não tem causas, isso significa que se tratou do ato de um agente malévolo. Ao aceitarem a tese de uma invasão fora da esfera objetiva e material da causalidade, muitos cientistas sociais juntaram-se ao registo ululante e propagandista de uma nova vaga de russofobia, que há muito estava a ser preparada. Já em 2014, Kissinger acusava a crescente diabolização de Putin nos meios de comunicação social americanos como sendo o pior exemplo da ausência de uma política realista dos EUA perante a Rússia. Na verdade, a russofobia, velha presença na cultura ocidental, foi intensificada nos últimos quinze anos. Disso são prova os filmes e séries, onde os russos são sempre tratados como criminosos.


HENRY KISSINGER, CONFERÊNCIA DE SEGURANÇA DE MUNIQUE, 2014

Perante a guerra, esta ou qualquer outra, o que se espera de um intelectual é o exercício da sua capacidade analítica, antecipada pela procura dos dados empíricos que são as fontes primárias que alimentam o pensamento crítico.

Nada disso sucedeu. Como nos sistemas totalitários, formou-se no Ocidente uma cultura de massa vigilante para com a dissidência. Na imprensa ocidental, vozes desafinadas, jornalistas e colaboradores, mesmo académicos prestigiados, foram afastados. Nas universidades, fez-se caça às bruxas. Carreiras profissionais foram interrompidas. O objetivo de quem domina e manipula consiste em manter o controlo da narrativa binária: “ou és amigo, ou és inimigo”. Para isso, seria preciso esconder os factos, se não fosse possível destruí-los.

Agora, quando a guerra se encontra num momento tão sangrento como decisivo, a necessidade de mergulhar nas fontes, de conhecer os acontecimentos, de ler os documentos, é mais necessária do que nunca. Nesse sentido, os norte-americanos sempre se portaram melhor do que os europeus. Enfrentaram com mais coragem os obstáculos, também imbuídos pelo imperativo ético de denunciarem os abusos praticados pelo seu país para ocultar as suas próprias responsabilidades.

São três documentos de autores norte-americanos, aquilo que gostaria de propor ao leitor. Estes três contributos são de uma riqueza extraordinária, e são acessíveis a todos os que a eles queiram aceder. Indispensáveis para a formulação de um juízo esclarecido e livre.


JEFFREY SACHS

PRIMEIRO. Conferência de Jeffrey Sachs no Parlamento Europeu. No dia 21 de fevereiro, por convite do deputado alemão, conde Michael von der Schulenburg (da Aliança Sahra Wagenknecht), um dos mais famosos e influentes economistas mundiais veio falar ao Parlamento Europeu, até hoje uma das mais belicistas instituições da UE. Durante mais de hora e meia, Jeffrey Sachs falou com conhecimento de causa, profunda sabedoria e notável eloquência sobre a sua experiência vivida junto de responsáveis políticos dos EUA e da Rússia, além de outros países do leste europeu, durante os mais de 30 anos que precederam a guerra. Testemunhou com veemência o efeito devastador de uma política externa dos EUA, onde o excesso de vontade de poder contrastava com a falta de competente prudência (1).

SEGUNDO. Uma Cronologia da Guerra da Ucrânia. Dois escritores e jornalistas independentes americanos – Matt Taibbi e Greg Collard – produziram um documento que é um tesouro documental para historiadores profissionais e amadores. Inseridas nessa cronologia, encontram-se 114 documentos – ofícios desclassificados, filmes, gravações áudio, cópias de declarações oficiais, etc. -, desde a célebre reunião de 9 de fevereiro de 1990 (quando os EUA prometeram à URSS de Gorbachev que a NATO não se estenderia para Leste…) até à atualidade. Descarregando estes materiais, o leitor poderá construir o seu próprio arquivo sobre o sombrio rasto deixado pelas reais causas deste conflito (2).

TERCEIRO. As responsabilidades do Ocidente. O terceiro e último documento é um ensaio breve, mas muito esclarecedor, de um investigador independente, Benjamin Abelow. Escrito no início do conflito, este ensaio recolhe uma pertinente informação sobre os numerosos esforços de diplomatas, políticos e académicos norte-americanos que tentaram evitar o alargamento da NATO e a degradação crescente das relações russo-americanas que tal implicaria. Muito bem assente nos dados empíricos, o ensaio partilha com os leitores o pensamento de autores de grande relevância, entre os quais sobressaem os seguintes: John Mearsheimer, Stephen F. Cohen, Richard Sakwa, Gilbert Doctorow, George F. Kennan, Chas Freeman, Douglas Macgregor, e Brennan Deveraux (3).

Trata-se de uma oportunidade única de alargar horizontes. Sobretudo, o leitor pode encontrar aqui instrumentos que o imunizam contra a poderosa máquina de desinformação e manipulação, que considera a liberdade do espírito crítico como o seu principal inimigo.


REFERÊNCIAS

Jeffrey Sachs (21 02 2025) Brings Real Politics to the EU Parliament (1h 38’). https://www.youtube.com/watch?v=_RNE3X41IvM


Matt Taibbi & Greg Collard (07 03 2025), Timeline: The War in Ukraine.

https://www.racket.news/p/timeline-the-war-in-ukraine…


Benjamin Abelow, How the West Brought War to Ukraine. Understanding how U.S. and NATO Policies led to Crisis, War, and the risk of Nuclear Catastrophe, Great Barrington, Siland Press, 2022. https://progressivehub.net/.../How-the-West-Brought-War...


FONTE: Ver AQUI onde também pode encontrar outros tipos de informação que podem contribuir para alargar a sua (nossa) visão da Europa e do Mundo.



quarta-feira, 19 de março de 2025

Vladimir Putin e Donald Trump - CONVERSAS


 

A CONVERSA TELEFÓNICA

entre

Vladimir Putin e Donald Trump



(Ver o vídeo em baixo)



Em 18 de março, Vladimir Putin e Donald Trump realizaram uma segunda conversa telefônica na qual discutiram a proposta de cessar-fogo dos EUA. Embora líderes europeus tenham tentado fazer parecer que este era um momento de "pegar ou largar" para a Rússia, agora entendemos que os EUA foram muito realistas sobre esta oferta inicial. Foi apenas o início de um processo e agora as duas equipes em Washington e Moscou estão trabalhando em direção a um processo realista que não apenas encerrará a guerra na Ucrânia, mas também levará à normalização das relações entre os EUA e a Rússia.



Um aspecto surpreendente do comunicado é que o Oriente Médio ocupa mais espaço do que eu esperava e que os americanos aparentemente estão buscando a ajuda da Rússia em sua abordagem em relação ao Irã. No entanto, olhando para a redação dos dois documentos, parece que ambos os lados estão claros sobre a necessidade de compartimentar as negociações e não conectar diferentes teatros, mas separar as questões para chegar a um entendimento sobre os vários assuntos bilaterais separadamente. Boa diplomacia finalmente acontecendo novamente.



SÍNTESE DO VÍDEO

A conversa entre Putin e Trump abordou um cessar-fogo na Ucrânia, com os EUA liderando negociações em nome da Ucrânia. Os russos expressaram disposição para um acordo, mas destacaram a necessidade de controle militar e cessação de ajuda à Ucrânia. Ambos os lados reconhecem a importância de um processo diplomático gradual.



TRÊS PERGUNTAS CRUCIAIS

QUAL É O PAPEL DOS ESTADOS UNIDOS NAS NEGOCIAÇÕES DE PAZ?

Os Estados Unidos estão liderando as negociações de paz em nome da Ucrânia, buscando um cessar-fogo e um acordo bilateral com a Rússia. Forças-tarefa de especialistas russos e americanos estão sendo formadas para negociar diferentes aspectos do cessar-fogo, com o objetivo de compartimentalizar a agenda e avançar em diferentes áreas simultaneamente. Além disso, os EUA estão buscando a cooperação da Rússia em outras questões internacionais, como a não proliferação nuclear e a estabilização no Oriente Médio, em troca de uma normalização das relações bilaterais e acordos económicos.



COMO A RÚSSIA VÊ A SITUAÇÃO NA UCRÂNIA?

A Rússia vê a situação na Ucrânia como parte de um processo maior de reaproximação e normalização das relações com os Estados Unidos. Dentro desse processo, a Ucrânia é uma das questões, mas há outras, como a situação no Oriente Médio e a não proliferação nuclear. A Rússia está disposta a ceder às exigências dos EUA e mostrar boa vontade, como na troca de prisioneiros de guerra. Além disso, a Rússia tem interesse em garantir que o Irã esteja seguro e não se torne a próxima vítima de Israel, mas também tem um interesse estratégico em garantir que o Irã não obtenha uma bomba nuclear.



Quais são os desafios para um cessar-fogo duradouro?

Os desafios para um cessar-fogo duradouro incluem a necessidade de um processo diplomático minucioso, a possibilidade de sabotadores (como o governo ucraniano ou nacionalistas de extrema-direita) que podem derrubar qualquer acordo, e a potencial ação de europeus que tentem impor uma força de paz contra a vontade da Rússia e dos EUA. Além disso, a desconfiança mútua e os objetivos estratégicos divergentes entre as partes envolvidas podem dificultar a manutenção de um cessar-fogo a longo prazo.



DESTAQUES DO VÍDEO

00:08

As comunicações entre Vladimir Putin e Donald Trump refletem a busca por um cessar-fogo na Ucrânia, destacando a importância da negociação entre as partes. Ambas as nações demonstram interesse em um processo de paz, mas enfrentam desafios significativos.


06:08

O presidente da Rússia demonstrou abertura para colaborar com os EUA em busca de um cessar-fogo duradouro, considerando as necessidades de segurança da Rússia e as causas da crise. Essa disposição reflete a possível interpretação russa de que os EUA buscam um objetivo comum na resolução do conflito.


12:11

O cessar-fogo de 30 dias proposto por Donald Trump é uma vitória significativa que pode facilitar a paz entre Rússia e Ucrânia. Essa medida representa um passo inicial para limitar as hostilidades militares.


18:39

As negociações entre a Rússia e os Estados Unidos estão se concentrando em compartimentar diferentes questões, como Direitos Humanos e controle de armas. Essa estratégia visa avançar em vários tópicos simultaneamente, mesmo que haja divergências.


24:19

As relações internacionais entre os Estados Unidos e a Rússia estão buscando normalização por meio de diálogos diplomáticos e eventos esportivos. A ideia é estabilizar o ambiente mundial e criar laços entre as sociedades.


30:24

Os Estados Unidos e a Rússia buscam um entendimento sobre a situação no Oriente Médio e a prevenção da proliferação de armas. A estabilidade na região é crucial para ambos os países.






terça-feira, 18 de março de 2025

TABELA ÚNICA PARA ACTIVOS E REFORMADOS

 

O

MUDAR 

convida todos os reformados bancários para um debate

sobre

TABELA ÚNICA PARA ACTIVOS E REFORMADOS


Casa do Alentejo

(Rua das Portas de Santo Antão, 58 - Lisboa)

26 de Março de 2025 - 14 horas




Não obstante esta convocatória ser dirigida especificamente aos trabalhadores bancários na situação de reforma o tema é por demais importante para que os trabalhadores no activo (futuros reformados) não assistam ao debate e, se lhes for permitido, nele participem

MUDAR? O que é? Saiba AQUI


sábado, 15 de março de 2025

Assassinados pela PIDE

 


Assassinados pela PIDE


Numa altura em que nos querem fazer crer que o fascismo nunca existiu, e que Salazar era apenas "autoritário", numa altura em que querem apagar os poucos vestígios físicos que ainda existem, convém relembrar que o seu braço mais sinistro, a PIDE DGS, bem como outros braços armados do fascismo, perseguiram, torturaram e assassinaram muitos portugueses e patriotas africanos, e que os seus responsáveis e agentes nunca foram punidos nem sequer julgados. Para reavivar a memória, voltamos a publicar excertos de um texto da Comissão "Abril Revolucionário e Popular" em 2002, o qual inclui uma lista de mortos pelo fascismo.


9 de Dezembro de 2005

A Página Vermelha


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1931, o estudante Branco é morto pela PSP, durante uma manifestação no Porto;


1932, Armando Ramos, jovem, é morto em consequência de espancamentos; Aurélio Dias, fragateiro, é morto após 30 dias de tortura; Alfredo Ruas, é assassinado a tiro durante uma manifestação em Lisboa;


1934, Américo Gomes, operário, morre em Peniche após dois meses de tortura; Manuel Vieira Tomé, sindicalista ferroviário morre durante a tortura em consequência da repressão da greve de 18 de Janeiro; Júlio Pinto, operário vidreiro, morto à pancada durante a repressão da greve de 18 de Janeiro; a PSP mata um operário conserveiro durante a repressão de uma greve em Setúbal


1935, Ferreira de Abreu, dirigente da organização juvenil do PCP, morre no hospital após ter sido espancado na sede da PIDE (então PVDE);


1936, Francisco Cruz, operário da Marinha Grande, morre na Fortaleza de Angra do Heroísmo, vítima de maus tratos, é deportado do 18 de Janeiro; Manuel Pestana Garcez, trabalhador, é morto durante a tortura;


1937, Ernesto Faustino, operário; José Lopes, operário anarquista, morre durante a tortura, sendo um dos presos da onda de repressão que se seguiu ao atentado a Salazar; Manuel Salgueiro Valente, tenente-coronel, morre em condições suspeitas no forte de Caxias; Augusto Costa, operário da Marinha Grande, Rafael Tobias Pinto da Silva, de Lisboa, Francisco Domingues Quintas, de Gaia, Francisco Manuel Pereira, marinheiro de Lisboa, Pedro Matos Filipe, de Almada e Cândido Alves Barja, marinheiro, de Castro Verde, morrem no espaço de quatro dias no Tarrafal, vítimas das febres e dos maus tratos; Augusto Almeida Martins, operário, é assassinado na sede da PIDE (PVDE) durante a tortura ; Abílio Augusto Belchior, operário do Porto, morre no Tarrafal, vítima das febres e dos maus tratos;


1938, António Mano Fernandes, estudante de Coimbra, morre no Forte de Peniche, por lhe ter sido recusada assistência médica, sofria de doença cardíaca; Rui Ricardo da Silva, operário do Arsenal, morre no Aljube, devido a tuberculose contraída em consequência de espancamento perpetrado por seis agentes da Pide durante oito horas; Arnaldo Simões Januário, dirigente anarco sindicalista, morre no campo do Tarrafal, vítima de maus tratos; Francisco Esteves, operário torneiro de Lisboa, morre na tortura na sede da PIDE; Alfredo Caldeira, pintor, dirigente do PCP, morre no Tarrafal após lenta agonia sem assistência médica;


1939, Fernando Alcobia, morre no Tarrafal, vítima de doença e de maus tratos;


1940, Jaime Fonseca de Sousa, morre no Tarrafal, vítima de maus tratos; Albino Coelho, morre também no Tarrafal; Mário Castelhano, dirigente anarco sindicalista, morre sem assistência médica no Tarrafal;


1941, Jacinto Faria Vilaça, Casimiro Ferreira; Albino de Carvalho; António Guedes Oliveira e Silva; Ernesto José Ribeiro, operário, e José Lopes Dinis morrem no Tarrafal;


1942, Henrique Domingues Fernandes morre no Tarrafal; Carlos Ferreira Soares, médico, é assassinado no seu consultório com rajadas de metralhadora, os agentes assassinos alegam legítima defesa (?!); Bento António Gonçalves, secretário-geral do P. C. P. Morre no Tarrafal; Damásio Martins Pereira, fragateiro, morre no Tarrafal; Fernando Óscar Gaspar, morre tuberculoso no regresso da deportação; António de Jesus Branco morre no Tarrafal;


1943, Rosa Morgado, camponesa do Ameal (Águeda), e os seus filhos, António, Júlio e Constantina, são mortos a tiro pela GNR; Paulo José Dias morre tuberculoso no Tarrafal; Joaquim Montes morre no Tarrafal com febre biliosa; José Manuel Alves dos Reis morre no Tarrafal; Américo Lourenço Nunes, operário, morre em consequência de espancamento perpetrado durante a repressão da greve de Agosto na região de Lisboa; Francisco do Nascimento Gomes, do Porto, morre no Tarrafal; Francisco dos Reis Gomes, operário da Carris do Porto, é morto durante a tortura;


1944, general José Garcia Godinho morre no Forte da Trafaria, por lhe ser recusado internamento hospitalar; Francisco Ferreira Marques, de Lisboa, militante do PCP, em consequência de espancamento e após mês e meio de incomunicabilidade; Edmundo Gonçalves morre tuberculoso no Tarrafal; assassinados a tiro de metralhadora uma mulher e uma criança, durante a repressão da GNR sobre os camponeses rendeiros da herdade da Goucha (Benavente), mais 40 camponeses são feridos a tiro.


1945, Manuel Augusto da Costa morre no Tarrafal; Germano Vidigal, operário, assassinado com esmagamento dos testículos, depois de três dias de tortura no posto da GNR de Montemor-o-Novo; Alfredo Dinis (Alex), operário e dirigente do PCP, é assassinado a tiro na estrada de Bucelas; José António Companheiro, operário, de Borba, morre de tuberculose em consequência dos maus tratos na prisão;


1946, Manuel Simões Júnior, operário corticeiro, morre de tuberculose após doze anos de prisão e de deportação; Joaquim Correia, operário litógrafo do Porto, é morto por espancamento após quinze meses de prisão;


1947, José Patuleia, assalariado rural de Vila Viçosa, morre durante a tortura na sede da PIDE;


1948, António Lopes de Almeida, operário da Marinha Grande, é morto durante a tortura; Artur de Oliveira morre no Tarrafal; Joaquim Marreiros, marinheiro da Armada, morre no Tarrafal após doze anos de deportação; António Guerra, operário da Marinha Grande, preso desde 18 de Janeiro de 1934, morre quase cego e após doença prolongada;


1950, Militão Bessa Ribeiro, operário e dirigente do PCP, morre na Penitenciária de Lisboa, durante uma greve de fome e após nove meses de incomunicabilidade; José Moreira, operário, assassinado na tortura na sede da PIDE, dois dias após a prisão, o corpo é lançado por uma janela do quarto andar para simular suicídio; Venceslau Ferreira morre em Lisboa após tortura; Alfredo Dias Lima, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Alpiarça;


1951, Gervásio da Costa, operário de Fafe, morre vítima de maus tratos na prisão;


1954, Catarina Eufémia, assalariada rural, assassinada a tiro em Baleizão, durante uma greve, grávida e com uma filha nos braços;


1957, Joaquim Lemos Oliveira, barbeiro de Fafe, morre na sede da PIDE no Porto após quinze dias de tortura; Manuel da Silva Júnior, de Viana do Castelo, é morto durante a tortura na sede da PIDE no Porto, sendo o corpo, irreconhecível, enterrado às escondidas num cemitério do Porto; José Centeio, assalariado rural de Alpiarça, é assassinado pela PIDE;


1958, José Adelino dos Santos, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR, durante uma manifestação em Montemor-o-Novo, vários outros trabalhadores são feridos a tiro; Raul Alves, operário da Póvoa de Santa Iria, após quinze dias de tortura, é lançado por uma janela do quarto andar da sede da PIDE, à sua morte assiste a esposa do embaixador do Brasil;


1961, Cândido Martins Capilé, operário corticeiro, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Almada; José Dias Coelho, escultor e militante do PCP, é assassinado à queima-roupa numa rua de Lisboa;


1962, António Graciano Adângio e Francisco Madeira, mineiros em Aljustrel, são assassinados a tiro pela GNR; Estêvão Giro, operário de Alcochete, é assassinado a tiro pela PSP durante a manifestação do 1º de Maio em Lisboa;


1963, Agostinho Fineza, operário tipógrafo do Funchal, é assassinado pela PSP, sob a indicação da PIDE, durante uma manifestação em Lisboa;


1964, Francisco Brito, desertor da guerra colonial, é assassinado em Loulé pela GNR; David Almeida Reis, trabalhador, é assassinado por agentes da PIDE durante uma manifestação em Lisboa;


1965, general Humberto Delgado e a sua secretária Arajaryr Campos são assassinados a tiro em Vila Nueva del Fresno (Espanha), os assassinos são o inspector da PIDE Rosa Casaco e o subinspector Agostinho Tienza e o agente Casimiro Monteiro;


1967, Manuel Agostinho Góis, trabalhador agrícola de Cuba, more vítima de tortura na PIDE;


1968, Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;


1969, Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;


1972, José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em Junho de 1975;


1973, Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão;


1974, (dia 25 de Abril), Fernando Carvalho Gesteira, de Montalegre, José James Barneto, de Vendas Novas, Fernando Barreiros dos Reis, soldado de Lisboa, e José Guilherme Rego Arruda, estudante dos Açores, são assassinados a tiro pelos pides acoitados na sua sede na Rua António Maria Cardoso, são ainda feridas duas dezenas de pessoas.


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A PIDE acaba como começou, assassinando. Aqui não ficam contabilizadas as inúmeras vítimas anónimas da PIDE, GNR e PSP em outros locais de repressão. Mas ainda podemos referir, duas centenas de homens, mulheres e crianças massacradas a tiro de canhão durante o bombardeamento da cidade do Porto, ordenada pelo coronel Passos e Sousa, na repressão da revolta de 3 de Fevereiro de 1927. Dezenas de mortos na repressão da revolta de 7 de Fevereiro de 1927 em Lisboa, vários deles assassinados por um pelotão de fuzilamento, à ordens do capitão Jorge Botelho Moniz, no Jardim Zoológico. Dezenas de mortos na repressão da revolta da Madeira, em Abril de 1931, ou outras tantas dezenas na repressão da revolta de 26 de Agosto de 1931. Um número indeterminado de mortos na deportação na Guiné, Timor, Angra e no Cunene. Um número indeterminado de mortos devido à intervenção da força fascista dos "Viriatos" na guerra civil de Espanha e a entrega de fugitivos aos pelotões de fuzilamento franquistas. Dezenas de mortos em São Tomé, na repressão ordenada pelo governador Carlos Gorgulho sobre os trabalhadores que recusaram o trabalho forçado, em Fevereiro de 1953. Muitos milhares de mortos durante as guerras coloniais, vítimas do Exército, da PIDE, da OPVDC, dos "Flechas", etc.


25 de Abril de 2002


FONTE: A Página Vermelha



quinta-feira, 13 de março de 2025

O SILÊNCIO DO EX-SBSI INCOMODA


 

O SILÊNCIO DO EX-SBSI INCOMODA


O Presidente da República recordou Daniel Cabrita através da apresentação condolências à família e a solidariedade à CGTP-IN.


O Presidente da República ignorava (ou os assessores ignoravam) que Daniel Cabrita tinha sido Presidente da Direção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), mas os actuais dirigentes do ex-SBSI têm a obrigação de o não desconhecer.


Acedi à página oficial do “MAIS” (ex-SBSI) e procurei afincadamente qualquer referência a este triste acontecimento e… NEM UMA SIMPLES LINHA ENCONTREI A NOTICIAR O FALECIMENTO DE DANIEL CABRITA.


A minha caixa de correio electrónica também não tem qualquer mensagem do ex-SBSI sobre Daniel Cabrita.


Haja alguém que informe as responsáveis pelo Sector da Informação (Mónica Gomes – Vogal da Direção e Vânia Ferreira – Presidente da Mesa da Assembleia Geral) que Daniel Cabrita não foi um qualquer sócio do ex-SBSI. Foi Presidente da Direção do ex-SBSI e devido a isso e ao trabalho desenvolvido por um sindicalismo reivindicatico foi preso. A sua prisão deu origem à época a um movimento de solidariedade nunca antes visto entre os trabalhadores bancários e também a nível internacional. As acções em que participou contribuíram para o início do fim dos sindicatos corporativos.


O Presidente da República sabe que Daniel Cabrita faleceu, mas os actuais dirigentes do ex-SBSI parece que o desconhecem.


Possivelmente no próximo “O BANCÁRIO” talvez lá venha uma foto de Daniel Cabrita e umas quantas palavras. Possivelmente lá farão chegar ao velório umas flores. Possivelmente também lá estará a bandeira… mas não a do SBSI.


Daniel Cabrita 

merece AGORA a menção pública e atempada do seu sindicato.


BIOGRAFIA DE DANIEL CABRITA: AQUI


Presidente da República RECORDA Daniel Cabrita

 

 

Presidente da República RECORDA Daniel Cabrita


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA LAMENTA O DESAPARECIMENTO DO FUNDADOR DA CGTP


O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa apresenta sentidas condolências à família de Daniel Cabrita e a sua solidariedade à CGTP-IN.

Daniel Cabrita, militante do Partido Comunista Português, foi dirigente sindical e fundador, ainda antes do 25 de Abril, em 1970, daquela Central Sindical, que também dirigiu, mantendo-se em funções até 2008.

Aos seus camaradas e ao País deixa o exemplo de uma vida de luta contra a ditadura e pelos ideais em que sempre acreditou.”


FONTE: Presidência da República

BIOGRAFIA DE DANIEL CABRITA: AQUI



quarta-feira, 12 de março de 2025

Daniel Cabrita – O SINDICALISTA


 

Daniel Cabrita – O SINDICALISTA



Daniel Isidro Figueiras Cabrita

14 de Junho de 1938 – 12 de Março de 2025


Dirigente do Cine-Clube do Barreiro: 2.º secretário da Direcção em 1963 e vice-presidente em 1964.


Empregado bancário a partir de 1965.


Presidente da Direcção do Sindicato dos Bancários de Lisboa (eleito a 12 de Março de 1968, a posse só ocorreu em Janeiro de 1969, dada a imposição legal de homologação ministerial), reeleito, em Março de 1971, no cargo de 1.º secretário.


Participou na fundação da Intersindical.


Foi preso pela PIDE-DGS a 30 de Junho de 1971 e esteve encarcerado até 30 de Junho de 1973. A sua prisão desencadeou uma enorme onda de protestos, não só a nível nacional como internacional.


Integrou os gabinetes dos ministros do Trabalho Avelino Gonçalves e Costa Martins.


Volta a entrar na Intersindical em 1976 e apoia a direcção da Intersindical na organização do Congresso de Todos os Sindicatos (1977).


Integrou a Comissão de Honra do 4.º Congresso da CGTP-IN. Mantém-se na Intersindical até 2008, como adjunto do secretário-geral e no Gabinete de Estudos. “Colaborador permanente” da CGTP-IN durante mais de trinta anos, tendo ocupado sempre o cargo de adjunto do secretário-geral, nomeadamente de Armando Teixeira da Silva e de Manuel Carvalho da Silva.


No início da década de 1960 tornou-se militante do PCP, tendo participado activamente na luta contra a ditadura.


Foi candidato às eleições para a Assembleia Constituinte pelo MDP/CDE e às legislativas de 1980, em representação do PCP, ambas pelo Círculo de Setúbal.


Foi dirigente do Cine-Clube do Barreiro entre 1963 e 1965.
Foi membro da Assembleia Municipal do Barreiro, eleito pelo PCP/CDU, durante diversos mandatos.


Comendador da Ordem do Mérito Industrial (1982-07-06).


Daniel Cabrita nasceu e vive no Barreiro.


Autor de:

  • A Formação da Intersindical, em colaboração com José Ernesto Cartaxo. In NUNES, Américo; CABRITA, Daniel; MARTINS, Emídio; ROCHA, Francisco Canais; CARTAXO, José Ernesto; BARRETO; Kalidás; RANITA, Victor – ''Contributos para a História do Movimento Operário e Sindical: das Raízes até 1977''. 1.ª ed. Lisboa: CGTP-IN – Departamento de Cultura e Tempos Livres; IBJC – Instituto Bento de Jesus Caraça, 2011, pp. 117-184.

  • Como Nascem as Centrais Sindicais. "O Trabalhador do Comércio". Ano III, n.º 16 (Agosto/Outubro de 1978), pp. 2-3. CGTP-IN/AmN/S0.2/4/90/499.

  • A Intersindical e o Sindicalismo Anticorporativo. ''Vértice''. II série, n.º 68 (Setembro/Outubro de 1995), pp. 23-27.


FONTE: CGTP-IN


Dias da Memória 2016 - Daniel Cabrita

(Museu do Aljube Resistência e Liberdade )



TESTEMUNHO DE UM PRESO POLÍTICO

Daniel Cabrita



ANTIFASCISTAS DA RESISTÊNCIA

Daniel Cabrita


Bancário e sindicalista, activo na Oposição Democrática ao regime do Estado Novo, destacou-se sobretudo como dirigente sindical, desde finais da década de 60. Foi eleito para a direcção do Sindicato dos Bancários em 1969, numa altura em que as greves eram proibidas e constituíam um crime que levava à prisão. Foi um dos fundadores da CGTP, em 1971. Julgado em Tribunal Plenário, foi condenado e cumpriu pena em Caxias e Peniche. Após o 25 de Abril, fez parte de Gabinetes de dois Ministros do Trabalho do I Governo Provisório e integrou as listas do MDP na candidatura à Assembleia Constituinte (1975).


1. Daniel Isidro Figueiras Cabrita nasceu em 1938, no Barreiro, onde cresceu e sempre viveu.

Tornou-se militante do PCP no início da década de 60, tendo participado activamente na luta contra a ditadura, até Abril de 1974. Cedo começou a ter actividade sindical (no Banco Totta, onde estava empregado). Em 1968, concorreu à direcção do Sindicato dos Bancários, numa estratégia delineada pela Oposição Democrática, de conquista das direcções dos “Sindicatos Nacionais” aos fascistas (1). É eleito pelos trabalhadores como Presidente da Direcção do Sindicato dos Bancários de Lisboa em 12 de Março de 1968, mas a posse só ocorreu em Janeiro de 1969, dada a imposição de homologação ministerial, isto é, as eleições decorreram na época de Salazar e a homologação só apareceu na altura do Marcelismo, em 1969 (2).

Em 1970, os sindicatos que iriam fazer parte da Intersindical batiam-se pela satisfação de reivindicações que levaram o regime a ter uma atitude de perseguição e de violência contra os seus dirigentes sindicais. Daniel Cabrita foi reeleito para a direcção no cargo de 1.º secretário, em Março de 1971, e participou na fundação da Intersindical; mas em Junho de 1971 foi preso durante as férias, em Sesimbra, e acusado de pertencer ao Partido Comunista. Foi submetido a várias torturas (inclusive tortura do sono), julgado em Tribunal Plenário e condenado. Esteve preso dois anos, em Caxias e em Peniche. A sua prisão desencadeou uma enorme onda de protestos, não só a nível nacional, como internacional. Saiu da prisão em Junho de 1973, impedido de exercer actividades sindicais, voltou ao Banco onde trabalhava e nunca deixou de agir nas lutas sindicais.



2. Depois do 25 de Abril, integrou os gabinetes dos Ministros do Trabalho, Avelino Gonçalves e Costa Martins. Foi candidato às eleições para a Assembleia Constituinte pelo MDP (1975), e às legislativas de 1980, em representação do PCP, ambas pelo Círculo de Setúbal.

Voltou a entrar na Intersindical em 1976 e apoiou a direcção da Intersindical na organização do Congresso de Todos os Sindicatos. Integrou a Comissão de Honra do 4.º Congresso da CGTP- IN. Manteve-se na Intersindical até 2008, como adjunto do Secretário-geral e no Gabinete de Estudos da Intersindical. Colaborador permanente da CGTP-IN durante mais de 30 anos, ocupou sempre o cargo de adjunto do Secretário-geral, nomeadamente de Armando Teixeira da Silva e Manuel Carvalho da Silva.

Foi membro da Assembleia Municipal do Barreiro, eleito pelo PCP/CDU, durante diversos mandatos. Foi dirigente do Cine Clube do Barreiro de 1963 a 1965.


3. Em 1980, por ocasião do 10º aniversário da CGTP, participou no debate "Sindicalismo ontem e hoje", sobre a fundação da Intersindical e o seu papel na defesa dos trabalhadores e da democracia.

Em 2011 é um dos sindicalistas do fascismo que dá o seu testemunho na obra «Contributo para a história do movimento operário e sindical», um livro editado pela CGTP-IN por ocasião do seu 40.º aniversário (3).

Em 2014, por ocasião das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, a Câmara Municipal do Barreiro homenageou Daniel Cabrita juntamente com sete outros resistentes antifascistas do Barreiro (4).

Daniel Cabrita reformou-se aos 70 anos.


Notas:

(1) O Estado Novo tinha uma forte tutela sobre o movimento sindical, proibindo todos os sindicatos, com excepção daqueles que eram controlados pelo Estado (os Sindicatos Nacionais).

(2) Há finalmente homologação dos resultados das eleições, com a direcção presidida por Daniel Cabrita, mas Mário Pina Correia e António Ferreira Guedes foram impedidos de integrar os corpos dirigentes para os quais também tinham sido eleitos.

(3) O livro aborda o processo de criação da Intersindical, desde 1970, ano em que se realizam as primeiras reuniões clandestinas, até 1977, passando pelos últimos anos do fascismo e pelo período revolucionário de Abril. Coordenado por Manuel Carvalho da Silva, conta com textos de Américo Nunes, Daniel Cabrita, Emídio Martins, Francisco Canais Rocha, José Ernesto Cartaxo, Kalidás Barreto e Vítor Ranita.

(4) A homenagem incluía uma mostra, que incluía fotos de oito resistentes antifascistas ainda vivos (ver foto), alguns documentos, tais como artigos de jornal alvo de censura, fotos de uma reunião da CDE (Comissão Democrática Eleitoral) e letras manuscritas das canções de Zeca Afonso.


Biografia da autoria de Helena Pato

FONTE: ANTIFASCISTASDA RESISTÊNCIA


NOTA PESSOAL

Conheci (mal) o Daniel Cabrita.

A única vez (tanto quanto me lembro) que com ele convivi foi no Gerês (já lá vão mais de 30 anos), no decorrer de uma Colónia de Férias para filhos de bancários promovida pelo Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI)

Convivemos e conversámos durante umas duas horas sobre os mais diversos temas e, no fim, ficou-me a a sensação (admito que possa ser errada) de um homem só e triste.

Mas, agora, que o “SBSI” deixou de o ser para se transformar no “MAIS”, penso se Daniel Cabrita (e outros que com ele lutaram) não sentirão, não arrependimento pelas suas acções, mas alguma mágoa pelo desaparecimento de um sindicato reivindicativo que se transformou num sindicato burocrático.


DANIEL CABRITA

TEM LUGAR, POR DIREITO PRÓPRIO, NA HISTÓRIA DO SINDICALISMO