segunda-feira, 31 de março de 2025

História do mundo do trabalho - 2º episódio de 5


 

De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho


O documentário "De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho" da RTP aborda a evolução do trabalho ao longo da história, desde as sociedades agrárias até à era digital, examinando como as mudanças tecnológicas e sociais moldaram as relações laborais. Explora a exploração e as lutas dos trabalhadores por melhores condições, o surgimento dos sindicatos e o impacto da globalização e da automatização no emprego. O programa questiona o futuro do trabalho face à crescente desigualdade e à necessidade de um modelo mais justo e sustentável.


(2º episódio de 5)

Não mais deveres sem direitos


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domingo, 30 de março de 2025

História do Mundo do Trabalho - 1º episódio de 5


 

De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho


O documentário "De Pé Sobre a História: O Mundo do Trabalho" da RTP aborda a evolução do trabalho ao longo da história, desde as sociedades agrárias até à era digital, examinando como as mudanças tecnológicas e sociais moldaram as relações laborais. Explora a exploração e as lutas dos trabalhadores por melhores condições, o surgimento dos sindicatos e o impacto da globalização e da automatização no emprego. O programa questiona o futuro do trabalho face à crescente desigualdade e à necessidade de um modelo mais justo e sustentável.


(1º episódio de 5)

Diz-me como trabalhas, dir-te-ei quem és


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quinta-feira, 27 de março de 2025

REFORMADOS BANCÁRIOS EM LUTA


 

REFORMADOS BANCÁRIOS EM LUTA


Um pouco mais de uma centena de bancários reformados por iniciativa do Movimento de Unidade, Democracia e Acção Reivindicativa (MUDAR), reuniram-se ontem, dia 27 de Março, em Lisboa, para analisar a situação no sector bancário, especificamente no que respeita aos bancários reformados.

A discussão esteve centralizada, essencialmente, na reivindicação de uma “Tabela Única para Activos e Reformados”.

A história conta-se em meia dúzia de palavras:

Até ao ano de 1990 os trabalhadores bancários quando se reformavam recebiam uma pensão de reforma equivalente ao vencimento liquido de quando estavam no activo. A partir dessa data e com o argumento dos impostos serem maiores para os trabalhadores bancários no activo que para os reformados (o que era verdade e tinha como consequência que os reformados ficavam a auferir rendimentos superiores aos trabalhadores no activo) foi acordado entre os banqueiros e os sindicatos dos bancários duas tabelas diferentes: uma para os trabalhadores bancários no activo e outra para os reformados. Este acordo salvaguardava, contudo, a hipótese de reversão caso se alterasse a situação.

De notar que os trabalhadores bancários (no activo e reformados, com um elevado sentido de justiça), considerando as circunstâncias à época e quiçá um tanto ingenuamente (?), deram o seu acordo. Todos? Seguramente que nem todos e aqui há que recordar um sindicalista de então (o Lopes de Silva) que em todas as reuniões ao longo da sua vida se opunha e contestava a decisão.

Constata-se que no presente, com a alteração da fiscalidade, os bancários reformados recebem cerca de menos 15% na reforma do que receberiam se estivessem no activo e se não tivesse sido acordada duas tabelas como acima é referido e com a salvaguarda prevista.

O quadro abaixo permite uma maior clarificação do que está em causa:



Face esta situação os reformados bancários, que já são 70% dos sócios dos sindicatos dos bancários e perante a inércia dos dirigentes sindicais para defender a maioria dos sócios deliberaram, por unanimidade.

MANIFESTAR O SEU DESCONTENTAMENTO

Brevemente será convocada, em data e hora a divulgar, uma manifestação junto da sede da Associação Portuguesa de Bancos como uma primeira fase de uma luta que se prevê ser difícil e, talvez por isso, que irá ter continuidade com outras iniciativas.

A reunião que durou mais que 3 horas terminou com uma sensação de tristeza dos bancários reformados pela falta de iniciativa dos dirigentes sindicais, a revolta perante a banca que com milhares de milhões de euros de lucro, não se disporem a repor a Tabela Única em que despenderiam menos de 1,5% dos lucros que tiveram neste último ano, mas com uma grande força de vontade para lutar pelos seus (deles bancários reformados) direitos e pelos dos futuros reformados que são os bancários ainda no activo.


MUDAR? O que é? Saiba  AQUI


segunda-feira, 24 de março de 2025

AUTO-SABOTAGEM (Israel e Tarifas)


 

AUTO-SABOTAGEM

(A Exceção Mortal de Trump em Israel & Loucura das Tarifas )


Qual é a justificativa de Trump bombardear um dos países mais pobres do mundo?

Quais são os efeitos de usar tarifas como uma ferramenta de política externa?

Na segunda parte desta conversa, estou novamente com o franco Embaixador Chas Freeman, que, entre muitas outras posições, serviu como Embaixador dos EUA na Arábia Saudita e mais tarde se tornou Secretário Assistente de Defesa nos anos 1990. Ele também foi o principal intérprete de Richard Nixon durante sua visita à China em 1972, que levou à normalização das relações entre os EUA e a China.


sábado, 22 de março de 2025

PUTIN JÁ VENCEU A GUERRA ?

 


PUTIN JÁ VENCEU A GUERRA ?

(Por que Trump está disposto a dar tanto a Putin )

Por que Trump está sendo tão condescendente com a Rússia?

E por que Putin está tão ansioso para acabar com a guerra através de negociações de paz, ao contrário da percepção das pessoas de que ele quer conquistar a Ucrânia?

Para responder a essas perguntas e obter insights sobre as recentes negociações de paz entre Rússia e EUA, hoje estou conversando mais uma vez com o franco Embaixador Chas Freeman, que, entre muitas outras posições, serviu como Embaixador dos EUA na Arábia Saudita e mais tarde se tornou Secretário Assistente de Defesa nos anos 1990. Ele também foi o principal intérprete de Richard Nixon durante sua visita à China em 1972, que levou à normalização das relações EUA-China.



sexta-feira, 21 de março de 2025

SILÊNCIO INDIGNO

 


SILÊNCIO INDIGNO


A importância de Daniel Cabrita no Movimento Sindical Português é hoje realçada num artigo da autoria de José Pedro Castanheira publicado na Revista do semanário “Expresso” ao longo de 6 páginas.


Não havia, no entanto, necessidade de realçar “os acontecimentos” (que muitos de nós já conheciam) que tiveram lugar no decorrer do interrogatório e da tortura a que Daniel Cabrita foi sujeito e que motivou as reações do Partido Comunista Português, já após a libertação de Daniel Cabrita, já após o 25 de Abril e já no decorrer do velório sobre o qual o jornalista José Pedro Castanheira escreve;


(…) Ao lado da urna foram colocadas duas bandeiras: a da CGTP e a do PCP. A central sindical compareceu em peso ao último adeus. A começar pelo atual secretário-geral, Tiago Oliveira, mas também os anteriores, Isabel Camarinha e Arménio Carlos, enquanto Carvalho da Silva, um velho e querido amigo, ficou retido em casa por graves razões de saúde


Já do PCP não esteve nem o actual nem nenhum dos anteriores secretários-gerais, assim como nenhum deputado. A morte deste seu histórico militante foi assinalada não pelo Comité Central mas por uma nota da organização concelhia do Barreiro.(…)”

(sublinhados da minha autoria)


Esta forma de escrever sobre Daniel Cabrita faz com que a centralidade do tema se canalize para as atitudes do PCP, quando se deveriam centrar na importância dos contributos de Daniel Cabrita para o início do fim do sindicalismo corporativo, para a constituição do que veio a ser a CGTP-IN e para, em última análise, a defesa dos interesses, das garantias e dos direitos dos trabalhadores e, nomeadamente, dos trabalhadores bancários.


Contudo, esta abordagem na Revista do “Expresso” da “história” de Daniel Cabrita, considerando que é um semanário de âmbito e reputação nacional, revela bem a importância deste “nosso” sindicalista que foi Presidente da Direção do ex-SBSI e faz-nos, a nós bancários, perguntar:


A QUE SE DEVE O SILÊNCIO DA DIREÇÃO DO ex-SBSI?


MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE

 


MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE


O que seria da nossa visão da Europa e do mundo se não tivéssemos acesso através do mundo digital a temas que nos grandes meios de comunicação não passam?


 



Como nos sistemas totalitários, formou-se no Ocidente uma cultura de massa vigilante para com a dissidência. Na imprensa ocidental, vozes desafinadas, jornalistas e colaboradores, mesmo académicos prestigiados, foram afastados. Nas universidades, fez-se caça às bruxas. Carreiras profissionais foram interrompidas. O objetivo de quem domina e manipula consiste em manter o controlo da narrativa binária: “ou és amigo, ou és inimigo”. Para isso, seria preciso esconder os factos, se não fosse possível destruí-los.


EUA: ENTRE MANIPULAÇÃO E IMPARCIALIDADE HOMÉRICA

por Viriato Soromenho-Marques


Uma das mais dolorosas aprendizagens durante estes mais de três anos de guerra na Ucrânia tem sido a de confrontar-me com o trágico declínio da honorabilidade académica e do brio intelectual, tanto nas instituições universitárias como nos meios de comunicação social.

É com tristeza que tenho acompanhado o modo como professores, investigadores e jornalistas têm violado o imperativo de “imparcialidade homérica”, expressão cunhada por Hannah Arendt para definir uma virtude específica da tradição espiritual do Ocidente: a capacidade de analisar com objetividade a realidade, a natureza das situações, e os motivos dos agentes coletivos e individuais, mesmo no quadro de conflitos violentos.

O exemplo indicado por Arendt foi o do modo como Homero, na Ilíada, tratou as principais personalidades envolvidas nesse grande drama épico, escrito na aurora da literatura europeia: o príncipe troiano, Heitor, e o herói grego, Aquiles. O imortal autor grego não menorizou nem diabolizou Heitor, nem idolatrou Aquiles. Pelo contrário, procurou reconhecer neles as qualidades humanas e os motivos que dirigiam a sua conduta. Isso significa estar atento aos dados reais, aos factos elementares, fazendo abstração dos preconceitos.

Na guerra da Ucrânia nada disso aconteceu. A invasão militar russa, libertou no Ocidente um tsunami propagandístico que há muito esperava que ela acontecesse. Slogans correram a imprensa de todo o mundo, nomeadamente, a frase “invasão não provocada”. Riscar a história, significa colocar a invasão num plano estritamente jurídico e moral.

Se uma agressão não tem causas, isso significa que se tratou do ato de um agente malévolo. Ao aceitarem a tese de uma invasão fora da esfera objetiva e material da causalidade, muitos cientistas sociais juntaram-se ao registo ululante e propagandista de uma nova vaga de russofobia, que há muito estava a ser preparada. Já em 2014, Kissinger acusava a crescente diabolização de Putin nos meios de comunicação social americanos como sendo o pior exemplo da ausência de uma política realista dos EUA perante a Rússia. Na verdade, a russofobia, velha presença na cultura ocidental, foi intensificada nos últimos quinze anos. Disso são prova os filmes e séries, onde os russos são sempre tratados como criminosos.


HENRY KISSINGER, CONFERÊNCIA DE SEGURANÇA DE MUNIQUE, 2014

Perante a guerra, esta ou qualquer outra, o que se espera de um intelectual é o exercício da sua capacidade analítica, antecipada pela procura dos dados empíricos que são as fontes primárias que alimentam o pensamento crítico.

Nada disso sucedeu. Como nos sistemas totalitários, formou-se no Ocidente uma cultura de massa vigilante para com a dissidência. Na imprensa ocidental, vozes desafinadas, jornalistas e colaboradores, mesmo académicos prestigiados, foram afastados. Nas universidades, fez-se caça às bruxas. Carreiras profissionais foram interrompidas. O objetivo de quem domina e manipula consiste em manter o controlo da narrativa binária: “ou és amigo, ou és inimigo”. Para isso, seria preciso esconder os factos, se não fosse possível destruí-los.

Agora, quando a guerra se encontra num momento tão sangrento como decisivo, a necessidade de mergulhar nas fontes, de conhecer os acontecimentos, de ler os documentos, é mais necessária do que nunca. Nesse sentido, os norte-americanos sempre se portaram melhor do que os europeus. Enfrentaram com mais coragem os obstáculos, também imbuídos pelo imperativo ético de denunciarem os abusos praticados pelo seu país para ocultar as suas próprias responsabilidades.

São três documentos de autores norte-americanos, aquilo que gostaria de propor ao leitor. Estes três contributos são de uma riqueza extraordinária, e são acessíveis a todos os que a eles queiram aceder. Indispensáveis para a formulação de um juízo esclarecido e livre.


JEFFREY SACHS

PRIMEIRO. Conferência de Jeffrey Sachs no Parlamento Europeu. No dia 21 de fevereiro, por convite do deputado alemão, conde Michael von der Schulenburg (da Aliança Sahra Wagenknecht), um dos mais famosos e influentes economistas mundiais veio falar ao Parlamento Europeu, até hoje uma das mais belicistas instituições da UE. Durante mais de hora e meia, Jeffrey Sachs falou com conhecimento de causa, profunda sabedoria e notável eloquência sobre a sua experiência vivida junto de responsáveis políticos dos EUA e da Rússia, além de outros países do leste europeu, durante os mais de 30 anos que precederam a guerra. Testemunhou com veemência o efeito devastador de uma política externa dos EUA, onde o excesso de vontade de poder contrastava com a falta de competente prudência (1).

SEGUNDO. Uma Cronologia da Guerra da Ucrânia. Dois escritores e jornalistas independentes americanos – Matt Taibbi e Greg Collard – produziram um documento que é um tesouro documental para historiadores profissionais e amadores. Inseridas nessa cronologia, encontram-se 114 documentos – ofícios desclassificados, filmes, gravações áudio, cópias de declarações oficiais, etc. -, desde a célebre reunião de 9 de fevereiro de 1990 (quando os EUA prometeram à URSS de Gorbachev que a NATO não se estenderia para Leste…) até à atualidade. Descarregando estes materiais, o leitor poderá construir o seu próprio arquivo sobre o sombrio rasto deixado pelas reais causas deste conflito (2).

TERCEIRO. As responsabilidades do Ocidente. O terceiro e último documento é um ensaio breve, mas muito esclarecedor, de um investigador independente, Benjamin Abelow. Escrito no início do conflito, este ensaio recolhe uma pertinente informação sobre os numerosos esforços de diplomatas, políticos e académicos norte-americanos que tentaram evitar o alargamento da NATO e a degradação crescente das relações russo-americanas que tal implicaria. Muito bem assente nos dados empíricos, o ensaio partilha com os leitores o pensamento de autores de grande relevância, entre os quais sobressaem os seguintes: John Mearsheimer, Stephen F. Cohen, Richard Sakwa, Gilbert Doctorow, George F. Kennan, Chas Freeman, Douglas Macgregor, e Brennan Deveraux (3).

Trata-se de uma oportunidade única de alargar horizontes. Sobretudo, o leitor pode encontrar aqui instrumentos que o imunizam contra a poderosa máquina de desinformação e manipulação, que considera a liberdade do espírito crítico como o seu principal inimigo.


REFERÊNCIAS

Jeffrey Sachs (21 02 2025) Brings Real Politics to the EU Parliament (1h 38’). https://www.youtube.com/watch?v=_RNE3X41IvM


Matt Taibbi & Greg Collard (07 03 2025), Timeline: The War in Ukraine.

https://www.racket.news/p/timeline-the-war-in-ukraine…


Benjamin Abelow, How the West Brought War to Ukraine. Understanding how U.S. and NATO Policies led to Crisis, War, and the risk of Nuclear Catastrophe, Great Barrington, Siland Press, 2022. https://progressivehub.net/.../How-the-West-Brought-War...


FONTE: Ver AQUI onde também pode encontrar outros tipos de informação que podem contribuir para alargar a sua (nossa) visão da Europa e do Mundo.